
| 25/10/2007 |
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A VIDA E O AR SEM TIQUE-TAQUES DE RELÓGIO Estradinhas do sertão mineiro. Noite. Celular não pega. Não só os grilos, mas também bichos que eu só veria no zoológico, afoitos para invadir uma estrada que mal se pode considerar asfaltada. Plantas de espécies que nunca vi. Sem gente viva por quilômetros e quilômetros. Motores então, um postinho de gasolina genérica que seja, é pedir muito. Somente o asfalto ruim e as tentativas de sinalização precária para dizer que a civilização passou algum dia por aqui, e não sentiu vontade de ficar. Céu sem lua. O que é mais estranho ainda, considerando que o lugar não tem tido sinal de chuva há semanas. Fica fácil imaginar que estou em outra dimensão, ou então explorando solo lunar. E vou ao som de Mezzanine, o disco do besouro. Para quem não conhece, não é algo que você escute quando está ocupado, e sim num momento como este. Camadas sobre camadas de som viajante, degustação sonora para poucos - áspero, lascivo, repetitivo, industrial. Vindo das caixas, mas poderia muito bem vir de algum canto escuro do cérebro. Música lasciva, sim, e também trilha sonora de bad trips. Feita para momentos que parecem eternos, e também para ser eterna, assim é a obra-prima do Massive Attack, banda que te deixa imerso em batidas lentas, tons graves que soam pra ficar, vozes macias que tiram sua noção de tempo e espaço. Álbum criado em um momento único, com sonoridade única. E perfeito para um momento como este, um lugar como este, onde tudo parece estar parado, ou movendo-se devagar. Angel... Teardrop... Repito as faixas, pois tempo não falta, e porque vale a pena. Minas Gerais e Mezzanine. Por incrível que pareça dá samba, ou melhor, trip-hop. Dias atrás. Voltei sabendo olhar os cupinzeiros com terra mais escura em cima, trazida pelos cupins para proteger o ninho, que dão aviso de chuva. Num lugar onde tudo é parado, qualquer sinalzinho tem muito significado. Mas não apareceu nenhuma terra escura na volta. Chuva só fui ver por aqui. by Piovezan - 11:42 PM
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| 18/10/2007 |
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www.isitchristmas.com by Piovezan - 11:02 AM
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| 08/10/2007 |
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AMORES ETÍLICOS Nada mais brasileiro que misturar as coisas, e em bartending (coquetelaria), o sucesso vem da combinação de ingredientes completamente diferentes. Não fico surpreso, portanto, que ao lado da cachaça, minhas caipiras do coração sejam asiáticas: Vodka (Rússia) e Saquê (Japão). Nem que as estrelas dos meus coquetéis favoritos sejam latinas: Rum (Caribe) e Tequila (México). Aqui também sobra espaço para uma ovelha negra, no caso o Conhaque. Apesar de ser coisa fina, Whisky fica de fora, pois é difícil de combinar. Na área de caipirinhas e caipiroskas, ainda estou pesquisando combinações interessantes, mas vou deixar duas que são certeiras: 1. Morango + Abacaxi 2. Kiwi + Abacaxi Na minha opinião, tão boas quanto a clássica de limão. A primeira aliás merecia patente, 2 partes de morango para 3 de abacaxi... lembra o gosto do kiwi, mas é MELHOR! Comprovem! Ah, não tentem kiwi com maracujá, não dá grande coisa. E kiwi com morango fica bom, mas não tanto quanto o trio acima, apesar que gosto é gosto. Agora é ficar atento para novas combinações: uvas verdes, pêssego, melancia... by Piovezan - 5:35 PM
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