
| 30/12/2009 |
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Muito bem, cá estou, em Florianópolis. Ilha da Magia, ponte iluminada de cartão postal, praias paradisíacas, aquela coisa toda. Vou deixar de lado essa parte e descrever o que vi e vejo. Fica bem no meio da região Sul, que é sinônimo de qualidade de vida, cultura e educação, em um estado que tem investido muito em tecnologia. O mercado de Java vem crescendo e é melhor que na Joinville das indústrias ou na Blumenau das malharias, e também com menos surpresas climáticas. De modo geral a cidade é mais acolhedora que Campinas ou Curitiba, mais bonita e tranquila que Porto Alegre (e com esta termina minha lista de centros urbanos para fazer carreira em computação aqui no Sul), 400 mil habitantes (todo mundo se conhece, do jeito que eu gostava lá no interiorrrr), cheia de gente que quis vir morar na praia, e de gente que acha que paulista só vem pra cá por causa da praia (tá, estou adorando a idéia, mas é um bônus, até porque nunca fui praieiro de carteirinha). Faixas de pedestre que funcionam, setor público forte, abafada pra valer nos dias sem vento, e repleta desses simpáticos e curiosos açorianos, que falam rápido e chiam ox finaix de frasesch, me fazendo cantarolar o "Fado Tropical" do Chico. Uma frequência diferente, que não é do auê e festas do verão e sim da tranquilidade de saber que os seus fins de semana vão ser bem vividos, que a vida é essa maresia e esse mosaico de momentos, e outras carioquices indescritíveis. Uma terra tomada por pagode e futebol, espécie de irmã mais nova do Rio que ainda não dá medo de visitar. Ah sim, e tem a maior concentração de academias e salões de beleza que já vi. Quanta preocupação com aparência (e com a vida dos outros também). Nas palavras de um colunista social da década de 80, Beto Stodieck: Aliás, quando dois florianopolitanos se encontram (e eles não fazem outra coisa - já que aqui quase ninguém trabalha) pensam vocês, do interior, que eles se elogiam, que dizem coisas agradáveis? Perguntam se estão bons ou não? Nada. O que mais costumam achar é que a pessoa não está como deveria estar. "Minha nossa, como está magra", ou "Como tás gordo: tás precisando de um regime, hem?". Às vezes usam a sutileza: "Soubestes que foi inaugurada uma clínica de cirurgia plástica?" E dão o endereço: "Fica na Bocaiúva"... E ainda completam: "o fulano é meu amigo: te levo lá, qués?". Se não qués diz, senão te pegam pelo pé... E assim de fato acontece. Quem precisa de internet para saber as notícias em Floripa? Os nativos sabem tudo em primeira mão. Para mim o paraíso é mais de sotaques, um mais bonito que o outro, de tanta gente diferente. Onde filhote de vaca é "terneiro", a maior rua de um bairro é a "geral", as vielas morro acima são "servidões", e, se por um lado me achas "casquinha" por não querer bancar uma compra qualquer, por outro tu "mofas com a pomba na balaia". Claro que Floripa não é só alegria. A primeira semana de trabalho foi complicada. Mas a cidade cura suas próprias feridas muito bem, com seus barquinhos e tardinhas e outros agrados que vêm e vão. Um Feliz Ano Novo a todos! ;) by Piovezan - 11:51 PM
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| 07/12/2009 |
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Beyond the Bounds. Um daqueles blogs que quando fica sem posts novos, é sinal que a vida do blogueiro anda excelente. ;) by Piovezan - 7:02 PM
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| 07/10/2009 |
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UPDATE: No Java 6 é mais fácil analisar com o VisualVM, que reúne todas essas funcionalidades (e tal como as outras já vem com a JDK). :) Você sabe identificar quanto de memória cada um dos objetos da sua aplicação Java está consumindo e quais deles são os grandes ocupadores do heap? Não? Você gera um dump do heap com o HPROF ou JMap e lê com o JHat (ou só Hat nas versões mais antigas da linguagem). Se precisar saber só o consumo geral, no Java 6 tem o JConsole que acessa o seu processo e mostra um gráfico pra você. A sua certificação Java te ensinou isso? E nem vai, é conhecimento específico, agora vê se dá pra analisar um OutOfMemoryError de um componente de terceiros sem isso. ;) by Piovezan - 12:09 AM
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| 03/09/2009 |
![]() O barquinho vai... A tardinha cai... O barquinho vai... A tardinha cai... by Piovezan - 11:35 AM
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| 07/08/2009 |
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FAÇA O QUE GOSTA E... Li uma entrevista muito legal com Richard Sennett, autor do livro "O Artífice", que fala sobre as vantagens e a necessidade de buscar a qualidade artesanal (leia-se buscar a qualidade que grandes mestres artesãos de antigamente obtiam, por exemplo Stradivari em seus violinos Stradivarius) em qualquer atividade profissional, por mais mecânica ou padronizada que possa parecer, inclusive na informática. Li em uma revista (acho que a Negócios S/A de junho/09), mas tem uma resenha parecida (e posicionando o livro no contexto de outras obras do autor) aqui. Sennett cita Steve Jobs como o Stradivari dos tempos modernos, que busca uma excelência artesanal em seu trabalho e acompanha pessoalmente a qualidade dos seus produtos (do tipo "quando o cara for embora, a excelência vai com ele"). E propõe que as empresas de hoje buscam objetivos contraditórios ao exigir sempre mais perfeição e sempre mais padronização, afastando seus funcionários de um componente fundamental que é o gosto em buscar essa perfeição, muitas vezes associado ao aprimoramento da atividade manual, como os artesãos de antigamente (o "vínculo entre a mão e a mente"). Outro exemplo de produção nos tempos modernos com qualidade e gosto artesanais como idealiza Sennett é o desenvolvimento do Linux. Só preciso dizer que concordo plenamente com o Sennett, inclusive quando ele diz que tem mais espaço para buscar essa qualidade artesanal em atividades como desenvolvimento de software do que pode parecer inicialmente. E que essa coisa de "artífice" tem a ver com outra frase muito marcante que ouvi no começo da carreira: "Faça o que gosta e nunca mais trabalhe na vida". Que até deve funcionar na área pública, mas no mercado "mundo cão" do desenvolvimento de software tem um sabor especial ;). by Piovezan - 8:46 PM
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PIOR QUE É ASSIM MESMO Outro dia comentei qual era a diferença entre Júnior, Pleno e Sênior. Encontrei uma versão muito bem humorada e com mais detalhes no fórum do GUJ, para a área de Web, que transcrevo aí embaixo: estagiário - codifica Java, Javascript, html, shell script, agora mandaram estudar Ruby, instala softwares na empresa inteira, troca placas de rede, faz compras na Santa Ifigênia, dá suporte de Corel Draw e Photoshop à filha do diretor. Trabalha 8 horas como o junior mas ganha como estagiário. A vantagem dele existir é que além de trabalhar ele responde por todas as cagadas. Geralmente é o queridinho das meninas que valem à pena na empresa. Entra sem saber nada e 3 meses depois sabe um pouco de cada das funções acima dele quando seu salário sobe mais 100 "real". Em algumas empresas, ele e mais um ou dois colegas, representam o departamento inteiro de TI que é chamado de CPD. Faz tudo que falta fazer nas outras camadas se não tem ninguém acima dele. estagiário do suporte, help desk - pessoa de extrema habilidade para ouvir reclamações do cliente, traduzir para o linguajar e a capacidade de trabalho interna da empresa, se entender com os nerds pois ele sonha ser um, explicar para o Diretor o porque de tantos palavrões do cliente e que sempre é espinafrado se o outro cliente reclama que esperou muito para descarregar seus palavrões no telefone. Ganha 600 "real". programador Junior - sabe JSP, struts, hibernate, um pouco de sql, html, javascript e um mínimo de j2se. Como é o que mais sabe HTML, se entende com o web designer e se mete a definir como deve ser a cara da empresa para o mundo. Faz quality assurance (testes de aceitação e regressão). Conhece testes unitários, API de logs, sabe usar SCM (CVS ou subversion) e sistema de acompanhamento de tarefas. Todo dia faz builds do sistema. E precisa arranjar tempo para dar serviço para o estagiário. Faz faculdade à noite e ainda estuda para certificação. Faz tudo que falta fazer nas outras camadas se não tem ninguém acima dele. web designer - manja para caramba de flash, faz curso de PHP à noite, sonha em aprender ASP.NET, usa a máquina mais cheia de software pirata da empresa, tenta parecer porra louca porque é da profissão mas no fundo é quadradão e não tolera a namorada dele falando com o estagiário. Sua maior felicidade é a intimidade com o Diretor de Marketing que é cunhado do dono da empresa. Sempre fica triste quando as modificações que sugere para trocar tudo para Flash não são bem recebidas. Seu orgulho é o logotipo que criou chupando um CD que comprou na Santa Ifigênia. O unico que se dispõe a conversar sobre layout sem reclamar do que já foi feito é o programador junior. analista programador pleno - sabe tudo do junior e mais como não fazer uma aplicação, patterns, servlets, as vezes ejbs, modelar sql. Certificado, conhece j2se mais a fundo porém muito menos do que ele pensa. Conhece um pouco do negócio mas já sabe como as coisas funcionam na empresa. É o Configuration manager ( faz deployment de aplicações e coordena versões). Resolve eventuais merges no SCM. Pode fazer reuniões com cliente e liderar equipes. Namora a moça da contabilidade. Faz tudo que falta fazer nas outras camadas se não tem ninguém acima dele. analista programador senior - sabe tudo do senior e mais metodologia de desenvolvimento, tem especialização em alguns tópicos. Análisa e projeta sistemas pelo menos parte dele. Tem todas as certificações que não servem para nada no seu dia a dia. Faz pós graduação em marketing porque não tem grana para o MBA. Conhece bem o negócio, sabe como as coisa funcionam na empresa mas faz pose de que tudo vai dar certo. Lidera equipes, coordena projetos, responsável pela segurança do servidor (que passa para o estagiário), responde à gerência, acompanha cronogramas, atende cliente (reclamando disto com os colegas), só codifica casos difíceis de desenvolvimento. Faz tudo que falta fazer nas outras camadas se não tem ninguém acima dele. arquiteto de sistemas - quando existe, analisa e projeta o sistema tanto quanto ao desenvolvimento como em questões de segurança e rede. Faz capacity planning (chuta pois nunca ouviu falar no assunto). Configura toda metodologia de desenvolvimento. Acompanha o desenvolvimento de modo que siga o projeto. É também DBA caso não exista um específico. É geralmente o primeiro a ser mandado embora quando o projeto se torna deficitário. Manja para caramba de JINI mas é pena que não deu certo neste projeto. É o cara de XP, Scrum e outras metodologias que a empresa no próximo projeto talvez possa experimentar. Algumas vezes está subordinado a um programador senior que coordena o projeto e que responde à gerência. Vejam mais em http://pt.wikipedia.org/wiki/Arquiteto_de_sistemas DBA - temporário, um cara legal mas que enche o saco, cria o maior caso e ainda bem que depois de algum tempo não está nem aí se tem gente criando tabelas, triggers, stored procedures, worms e time bombs. Às vezes é apenas mais um estagiário mas em outras é o tiozinho que não tem saco para aprender Java. Consultor - a gente conhece um cara muito bom naquilo que está dando merda mas não pode chamá-lo porque custaria muito caro. E depois o diretor já gastou uma puta nota contratando aquela moça que na semana que vem falar de "Como acordar todo dia sorrindo mesmo ganhando esta merreca" mas com outro título (des)motivacional. gerente de desenvolvimento - PMI quase certificado, odeia ouvir falar de XP. Faz o project, mostra para diretoria e passa o resto do tempo se explicando, tomando esporro de cima e dando esporro em baixo porque o cronograma do project nunca bate. Diretor de TI - no tempo dele tudo funcionava a contento, os prazos sempre eram cumpridos à risca e as coisas eram tão complexas que às vezes não davam para ser descritas em um único almoço. É o cara que é amigo de todo mundo, principalmente os acima dele. Diz para todos os clientes que as transações são 100% seguras e que o desenvolvimento já está quase nível 3 CMM. Ele nunca entende porque atualmente com tanta tecnologia as coisas demoram mais do que o Diretor Comercial prometeu ao cliente. Sempre que alguém vai na sala dele não volta mais. Diretor de marketing - nunca tem tempo, mas no elevador tem ótimas idéias. Pena que seu cunhado que é dono da empresa nunca as aprove. Quando não está ao telefone, está no cliente, principalmente quando não tem cliente. []s Luca by Piovezan - 8:29 PM
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| 02/08/2009 |
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NINGUÉM PRECISA FAZER PIADA DE CONTROLE REMOTO PARA CÃES Cresci em casas com quintais e cachorros. São minha definição de bicho de estimação: afetuosos, fiéis, confiáveis. Valem a ração que comem e o trabalho que dão quando você decide ter um. Não têm a inteligência e a humanidade divertida dos gatos, mas eu não sentia falta disso: para rir de palhaçadas e interagir com vida inteligente uma criança pequena tem muitas outras opções, desde o Bozo na TV até o irmãozinho mais novo. Agora, gatos? Todos aqueles defeitos que cachorros não têm, donos de si, blasé, sem afeto, inúteis. Até lagartixas são melhores. Não via papel no mundo pra um bicho assim. Cresci, fui ler e admirar a obra do Neil Gaiman, e não entendia como ele conseguia gostar tanto de gatos. No plural, ele tem mais de um. Acabei aprendendo a gostar de gatos e até admirá-los, brincando com gatos de amigos e rindo dos Lolcats. Hoje considero gatos animais divertidos e até amorosos. Mas ainda acho que para criar um bicho que exige algum tipo de negociação para chegar perto, é melhor então criar uma tarântula, que come menos. Aí hoje descobri que o Neil Gaiman é alérgico a gatos. Não pode encostar em um que os olhos coçam e incham e a pele começa a ficar vermelha. Vai entender... (Bom, talvez não seja alergia só a gatos. Mas que faltou referenciar mais os cachorros, ah, faltou!) by Piovezan - 5:38 PM
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| 16/07/2009 |
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Povo do RH que fuça no meu blog: enquanto uns fuçam, outros agendam entrevistas. ;) Em tempo: Sacanagem, não vem mais o broche com o diploma de certificação Java Programmer. :( by Piovezan - 12:57 AM
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